Mostrando postagens com marcador desabafo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desabafo. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de outubro de 2011

Ainda...


Ouvir aquela voz novamente foi como voltar a um lugar bom...

Quando Eu Te Encontrar
Biquini Cavadão

Eu já sei o que meus olhos vão querer
Quando eu te encontrar
Impedidos de te ver
Vão querer chorar
Um riso incontido
Perdido em algum lugar
Felicidade que transborda
Parece não querer parar
Não quer parar
Não vai parar

Eu já sei o que meus lábios vão querer
Quando eu te encontrar
Molhados de prazer
Vão querer beijar
E o que na vida não se cansa
De se apresentar
Por ser lugar comum
Deixamos de extravasar, de demonstrar

Nunca me disseram o que devo fazer
Quando a saudade acorda
A beleza que faz sofrer
Nunca me disseram como devo proceder
Chorar, beijar, te abraçar, é isso que quero fazer
É isso que quero dizer

Eu já sei o que meus braços vão querer
Quando eu te encontrar
Na forma de um "C"
Vão te abraçar
Um abraço apertado
Pra você não escapar
Se você foge me faz crer
Que o mundo pode acabar, vai acabar

domingo, 17 de julho de 2011

Sobre o que não muda em mim


Eu tenho esse defeito, dentre tantos outros, de ficar comprando as coisas, pessoas, situações. Algumas comparações são óbvias, como o fato de o trânsito de antes ser muito melhor que o de hoje. Eu levava no máximo uma hora para chegar a um lugar onde hoje, necessito de uma hora e meia. Também é óbvio que a vida era mais fácil quando éramos crianças e nossas preocupações giravam em torno da prova de matemática e o fato do menino bonito que sentava duas carteiras atrás da minha não me notar. Mas, o tempo passa e nossas percepções do mundo e da vida mudam, assim como nossos parâmetros de comparação também, e por fim, nossas espectativas. Inevitavelmente, tudo fica maior. Agente cresce, nosso mundo cresce, nossas preocupações e vontades também crescem. Mas contraditoriamente, outros áreas permanecem intocadas pelo tempo e sua capacidade transformadora das nossas vontades. Eu tenho uma mania terrível de comparar o hoje com o ontem: as pessoas que hoje estão na minha vida, com as que estavam ontem, a pessoa que eu era ontem, com a que sou hoje. E não são comparações generosas! No fim, eu sempre considero que o ontem era melhor, que eu era mais feliz, que eu estava melhor que hoje, e por aí vai. Não é nada inteligente isso, eu sei. Uma vez me ouvindo falar coisas deste tipo, um amigo me citou o sábio Salomão do livro bíblico, onde ele dizia algo do tipo " com sabedoria, jamais dirias serem os dias passados melhores que os de hoje". Eu concordo. O engraçado disso tudo é que eu concordo, sabe? Eu sei que não sou sábia e que deixo de crescer e me abrir novas, grandes e até melhores oportunidades, quando mantenho meus olhos voltados lá pra trás. Estou pensando em como essa minha caracteristica de manter memórias de forma quase santificadas na mente não ser legal, pelo fato de comparar tanto alguém novo a alguém que já se foi. Eu faço tanto isso... compraro o riso, o cheiro, as manias, a inteligência, a doçura, o carinho de alguém que já se foi da minha vida, com as pessoas que chegam. E as novas pessoas sempre saem perdendo, claro. Elas sempre estão em desvantagem tambem, sendo bem sincera afinal, o novo não é acompanhado da confiança e da lembranças que nos confortam emocionalmente, é fato. Também para ser sincera, é preciso dizer que essa pessoa que já se foi, nem de longe é hoje quem já foi um dia. Mas quando olho pra ela, quando penso nela, quando lembro dela, é o que já não existe que vejo... ou ainda quero ver. As coisas, pessoas, situações mudam!Eu sei disso, mas tenho essa mania de manter o ontem bem aqui comigo, e querer viver como se o tempo não passasse e as coisas fossem sempre as mesmas. Se eu pudesse escolher um poder mágico, algo só meu, acho que seria o poder de congelar o tempo naquilo que foi tão bom que eu não mudaria nada. Porque existiram! Mas se o novo dificilmente consegue me satisfazer hoje, também é fato de que o que já não é, também não. Dilema. (suspiros)

sábado, 16 de abril de 2011

Cicatriz


E foi naquela despedida. Naquele abraço apertado, demorado, do qual nenhum dos dois quis ser o primeiro a se afastar. Foi nesse momento que eu percebi que não dói mais. Não aperta mais o peito e não revira mais o estômago. Não tenho mais o reflexo da rejeição a um novo toque. Foi nesse momento que eu percebi que eu não tenho mais mágoa. Demorou, eu reconheço. E foi um processo doloroso, algumas vezes até demais, eu sei. Também cheguei a pensar que esse dia nunca chegaria, o dia em que eu não estaria apenas fingindo estar tudo bem. Agora sim, voltou a estar tudo em paz dentro de mim. Agora sim, depois que minha dor diminuiu até quase não ser possível perceber, depois que o tempo ajudou as feridas a cicatrizarem, depois que todas as lágrimas secaram, é que eu sinto que se realmente ainda resta algo que vale a pena preservar e sim, se isso permanece, é por que foi verdadeiro não só pra mim e de alguma forma, não foi só eu que sofri.
Agora que já não dói mais.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sobre livros e sobre ler...


Algumas pessoas bebem. Outras fumam. Ainda existem as que usam drogas ilícitas. E por fim, tem as pessoas que bebem, fumam e se drogam: tudo para fugir de algo e encontrar paz e alívio em algum mundo distante da sua realidade. Compreendo totalmente essas pessoas. Na verdade as vejo sem qualquer tipo de censura, afinal, como diz a canção "cada um sabe a dor e a alegria de ser o que é". Vejo todas essas coisas/ações como ferramentas de fuga, já deu pra perceber. Eu também tenho a minha: a literatura. Leio compulsivamente, obcecadamente, paranoicamente. Leio sem qualquer tipo de preconceito, desde bula de remédio e lista telefônica a best seller da literatura mundial. Nâo me importa trata-se de um romance, ficção, terror, mistério, religioso, auto ajuda, poesia, histórico, novela, gibi ou mesmo acadêmico. Os livros são a minha paixão correspondida: eu me entrego a eles e eles me devolvem horas de completa satisfação, entretenimento e emoções... cansei de me surpreender derramando lágrimas pelas despedidas, rompimentos e reencontros gravados em linhas eternizadas num volume qualquer. Percebi também que desenvolvi a capacidade de conversar com os personagens enquanto leio! Eu questiono suas decisões, xingo e até festejo com eles... parece louco, eu sei, mas acredite, eu descobri que sou realmente feliz quando vivo uma vida imaginária, onde em 99% dos casos, o final é feliz.
Mas não, não me olhe assim... minha vida não é tão ruim quanto faço parecer. Talvez seja apenas a capacidade criativa dos autores que me fazem achar o mundo literário bem mais atraente que o meu mundo real... talvez seja isso. Talvez.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O verdadeiro valor das coisas


A um tempo atrás, durante uma conversa informal com um dos meus supervisores no trabalho, ele me disse que acreditava que somente dinheiro motivava um funcionário. Eu respondi que pensava diferente e que não apenas dinheiro, mas também boas condições de trabalho, boas relações no ambiente e reconhecimento, faziam muita diferença. Ele disse que se eu recebesse uma proposta que me oferecesse uma remuneração maior, não pensaria duas vezes. Pois bem, eu recebi. Financeiramente bem melhor, mas importava em fazer algo com o qual não me identifico, me vestir e me portar de forma não me agrada e não ter hora pra sair do trabalho. Eu não aceitei. O que me fez ficar foram boas condições, boas relações e reconhecimento. Uma das poucas coisas nas quais eu ainda acredito é que dinheiro não é tudo. Não tem que ser. Agente fica tanto tempo tentando encontrar uma forma de se sentir parte de algo ou sentir que conseguiu chegar a algum lugar que perde o senso do verdadeiro valor das coisas. Agente finge que não sabe ou não vê mas a maior parte das coisas com as quais nos ocupamos não tem importância alguma. A grande maioria dos nossos "amigos" não vão estar lá quando precisarmos, embora sejam nossa companhia nas noites de sábado. A maior parte das nossas roupas nem são usadas e compramos sapatos dos quais nem gostamos. Agente consome tanto lixo industrializado que chega uma certa hora, nem sabemos mais distinguir o que serve e o que não presta. Quantas vezes eu afoguei minhas mágoas em lojas, e depois me desesperei com a fatura do cartão de crédito? Quantos vestidos com etiquetas ainda estão no meu guarda roupa sem uso? Quantas bolsas eu gostaria de não ter comprado? Quantos amigos de verdade se foram sem eu me despedir por estar ocupada com pessoas que não mereciam minha dedicação? Agente se permite perder valor dando espaço a quem não valoriza a intimidade compartilhada, não reconhecendo a raridade de algo sincero num mundo de relações fast-food... mas ainda podemos aprender. Porque estou dizendo todas essas coisas? Talvez por estar precisando conversar com alguém, depois de um dia que foi realmente estranho.

domingo, 17 de outubro de 2010

Mudanças de hábito


Eu sempre admirei pessoas com auto controle e dominio prório. Aquelas pessoas com sague frio, que conseguem falar na hora e na medida certa, mesmo sob forte emoção, enquanto eu só penso em gritar ou chorar. Confesso que pessoas assim possuem meu respeito absoluto e essa confissão é motivada pela minha reflexão nos ultimos dias, sobre como minhas péssimas escolhas são motivas pelos motivos errados, e em sua grande maioria, conduzidas pela emoção ou sentimentalismos. Esse tipo de reflexão está acontecendo, também, pelo falto de eu ser uma consumista compulsiva e quem me conhece sabe disso. Um dos meus maiores dilemas sempre foi "não gastar", quando a minha reação a qualquer situação era sacar o cartão de crédito. O fato é que hoje eu decidi entrar numa nova fase, que começa pela organização da minha vida financeira, me educando a gastar apenas com o necessário e assim, aprender a economizar. Hoje eu entreguei todos os meus cartões aos cuidados de uma pessoa em quem confio e eles somente voltaraçao aos meus cuidados em exatamente um ano. Durante esse período eu vou ter que me virar com o que débito em conta e o valor que estiver disponivel lá. É claro que eu não estou tentando mudar apenas minha vida financeira, mas acredito que conseguir arrumar essa parte da casa, é o ponto de partida para colocar em ordem todos os demais quartinhos bagunçados da minha vida. Dizem que uma mudança de hábito demora 21 dias para ser incoporado e se isso for verdade, logo não estarei sofrendo tanto assim... Torçam por mim.

domingo, 6 de junho de 2010

Para o dia que eu mais odeio no ano


Ele não precisa ter uma armadura no guarda roupa e nem mesmo um cavalo branco. Na verdade, eu não ligo se ele não souber montar. Confesso que ja tive minha dose de principes encantados e acredite, não é nada bonito quando eles se transformam em sapos. Pior apenas quando agente resolve que vai ajudar um sapo a virar principe encantado. Não tem nada mais decepcionante que isso. Tambem não vou dizer que ele só precisa me amar, porque não conseguir corresponder um sentimento é péssimo e não quero mais uma dose disso ai também não. Mas ele pode ser humano no sentido mais sincero da palavra: ter medo, fracassar de vez em quando, saber reconhecer que tambem erra, saber pedir desculpas, perdoar sem muita frescura, ter paciência com minhas manias, respeitar meus gostos mesmo que não os compartilhe, entender que quando estou nervosa, irritada ou mesmo triste e chorosa, só precisa me dar companhia silenciosa. Não há nada que eu aprecie mais que uma pessoa que entende e se cala, alí do seu ladinho. Ele não precisa ser achar tudo perfeito mas é essencial ter bom humor, sensibilidade pra perceber que críticas pedem palavras medidas e que elogios fazem bem ao universo inteiro, não apenas a quem está do seu lado. Seria maravilhoso se ele gostasse de cachorros, de literatura, de cinema, de música, da noite, da companhia dos amigos mas, como eu disse, se ele não compartilhar meus gostos, precisa ao menos respeitar. Talvez isso tudo ja seja muito pois ainda não consegui reunir essas caracteríscas em alguém, mas enfim, esperar é uma arte..

domingo, 16 de maio de 2010

Seguindo

" Mesmo quando você não sabe para onde vai, ajuda saber que não está indo sozinha". Citação em Gossip Gril.