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domingo, 30 de outubro de 2011

Ainda...


Ouvir aquela voz novamente foi como voltar a um lugar bom...

Quando Eu Te Encontrar
Biquini Cavadão

Eu já sei o que meus olhos vão querer
Quando eu te encontrar
Impedidos de te ver
Vão querer chorar
Um riso incontido
Perdido em algum lugar
Felicidade que transborda
Parece não querer parar
Não quer parar
Não vai parar

Eu já sei o que meus lábios vão querer
Quando eu te encontrar
Molhados de prazer
Vão querer beijar
E o que na vida não se cansa
De se apresentar
Por ser lugar comum
Deixamos de extravasar, de demonstrar

Nunca me disseram o que devo fazer
Quando a saudade acorda
A beleza que faz sofrer
Nunca me disseram como devo proceder
Chorar, beijar, te abraçar, é isso que quero fazer
É isso que quero dizer

Eu já sei o que meus braços vão querer
Quando eu te encontrar
Na forma de um "C"
Vão te abraçar
Um abraço apertado
Pra você não escapar
Se você foge me faz crer
Que o mundo pode acabar, vai acabar

domingo, 17 de julho de 2011

Sobre o que não muda em mim


Eu tenho esse defeito, dentre tantos outros, de ficar comprando as coisas, pessoas, situações. Algumas comparações são óbvias, como o fato de o trânsito de antes ser muito melhor que o de hoje. Eu levava no máximo uma hora para chegar a um lugar onde hoje, necessito de uma hora e meia. Também é óbvio que a vida era mais fácil quando éramos crianças e nossas preocupações giravam em torno da prova de matemática e o fato do menino bonito que sentava duas carteiras atrás da minha não me notar. Mas, o tempo passa e nossas percepções do mundo e da vida mudam, assim como nossos parâmetros de comparação também, e por fim, nossas espectativas. Inevitavelmente, tudo fica maior. Agente cresce, nosso mundo cresce, nossas preocupações e vontades também crescem. Mas contraditoriamente, outros áreas permanecem intocadas pelo tempo e sua capacidade transformadora das nossas vontades. Eu tenho uma mania terrível de comparar o hoje com o ontem: as pessoas que hoje estão na minha vida, com as que estavam ontem, a pessoa que eu era ontem, com a que sou hoje. E não são comparações generosas! No fim, eu sempre considero que o ontem era melhor, que eu era mais feliz, que eu estava melhor que hoje, e por aí vai. Não é nada inteligente isso, eu sei. Uma vez me ouvindo falar coisas deste tipo, um amigo me citou o sábio Salomão do livro bíblico, onde ele dizia algo do tipo " com sabedoria, jamais dirias serem os dias passados melhores que os de hoje". Eu concordo. O engraçado disso tudo é que eu concordo, sabe? Eu sei que não sou sábia e que deixo de crescer e me abrir novas, grandes e até melhores oportunidades, quando mantenho meus olhos voltados lá pra trás. Estou pensando em como essa minha caracteristica de manter memórias de forma quase santificadas na mente não ser legal, pelo fato de comparar tanto alguém novo a alguém que já se foi. Eu faço tanto isso... compraro o riso, o cheiro, as manias, a inteligência, a doçura, o carinho de alguém que já se foi da minha vida, com as pessoas que chegam. E as novas pessoas sempre saem perdendo, claro. Elas sempre estão em desvantagem tambem, sendo bem sincera afinal, o novo não é acompanhado da confiança e da lembranças que nos confortam emocionalmente, é fato. Também para ser sincera, é preciso dizer que essa pessoa que já se foi, nem de longe é hoje quem já foi um dia. Mas quando olho pra ela, quando penso nela, quando lembro dela, é o que já não existe que vejo... ou ainda quero ver. As coisas, pessoas, situações mudam!Eu sei disso, mas tenho essa mania de manter o ontem bem aqui comigo, e querer viver como se o tempo não passasse e as coisas fossem sempre as mesmas. Se eu pudesse escolher um poder mágico, algo só meu, acho que seria o poder de congelar o tempo naquilo que foi tão bom que eu não mudaria nada. Porque existiram! Mas se o novo dificilmente consegue me satisfazer hoje, também é fato de que o que já não é, também não. Dilema. (suspiros)

sábado, 16 de abril de 2011

Cicatriz


E foi naquela despedida. Naquele abraço apertado, demorado, do qual nenhum dos dois quis ser o primeiro a se afastar. Foi nesse momento que eu percebi que não dói mais. Não aperta mais o peito e não revira mais o estômago. Não tenho mais o reflexo da rejeição a um novo toque. Foi nesse momento que eu percebi que eu não tenho mais mágoa. Demorou, eu reconheço. E foi um processo doloroso, algumas vezes até demais, eu sei. Também cheguei a pensar que esse dia nunca chegaria, o dia em que eu não estaria apenas fingindo estar tudo bem. Agora sim, voltou a estar tudo em paz dentro de mim. Agora sim, depois que minha dor diminuiu até quase não ser possível perceber, depois que o tempo ajudou as feridas a cicatrizarem, depois que todas as lágrimas secaram, é que eu sinto que se realmente ainda resta algo que vale a pena preservar e sim, se isso permanece, é por que foi verdadeiro não só pra mim e de alguma forma, não foi só eu que sofri.
Agora que já não dói mais.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Saudade


Eu estou em casa por conta de um atestado médico. Dores nos ombros e pescoço me afastaram do trabalho nestes últimos dias e como ociosidade e tédio sempre me deixaram louca, tenho aproveitado para agilizar coisas e assuntos pendentes, como minha matricula no cursinho, o sofá novo, algumas roupas e uns pares de sandálias, que foram acrescentados ao guarda roupa. Há, me dei conta que preciso voltar à livraria, pois os melhores livros que tinha comprado já foram lidos e a lista de filmes assistidos aumentou bastante. Filmes ótimos, sabe? Do tipo de filme que eu adoraria comentar com você. Alías, tenho uma lista de bom tamanho de filmes interessantes e livros bacanas pra você. Tenho saudade das nossas conversas que varavam a madrugada falando de tudo isso, da vida e do futuro. Tenho saudade de falar com você. E em meio a tudo o que tenho procurado pra ocupar o meu tempo, é da sua voz que sinto falta, do seu sorriso pretensioso e do seu colo mal intencionado.

Sinto saudade de você.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Bem vindo 2011


Meu único projeto para 2011 é olhar pra frente.
E mesmo se tiver que fechar os olhos pra usar a imaginação, é uma trilha sempre em frente que eu quero trilhar.
Ainda que chova de dentro pra fora, eu desejo sol e flores e sorrisos.
Mesmo que seja em meio a lágrimas.
Ainda que pareça solitária a caminhada, continuar caminhando até o fim.
Não há nada mais que eu queira.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Uma cronica de amor real


Eu lembro das gargalhadas e do barulho alto da música, das muitas pessoas e da minha cabeça bem leve por conta do álcool. Tinha ainda aquela dorzinha que sinto no estômago quando está na hora de parar de beber. Eu lembro também de quando no meio do nada, meus olhos encontraram os seus. Parecia uma miragem, parado alí a poucos metros, me olhando fixamente sem mexer um músculo que fosse. Foi aí que ficou tudo meio embaçado e confuso. Primeiro achei que fosse uma alucinação etílica e procurei um lugar pra me apoiar. Pisquei rapidamente várias vezes, mas você continuava lá, me olhando com esses olhos castanhos profundos e indecifráveis. Por alguns segundos eu fiquei repetindo pra mim mesma que estava na hora de parar de beber, mas não conseguia desviar o olhar para perguntar a alguém ao meu lado se via o que eu estava vendo. Parece loucura mas era mesmo como um desses sonhos estranhos que agente acorda sem nunca lembrar do final. Foi ai que eu percebi, com um choque de adrenalina correndo pelo meu corpo e fazendo meu estômago revirar, que não se tratava de uma alucinação provocada pelo meu subconsciente alcoolizado, mas sim, era mesmo você. Eu não conseguia distinguir o que aquilo significava, seus olhos segurando os meus, sem demonstrar qualquer reação e sem perder o interesse. Talvez fosse reprovação o que eu via nos seus olhos. Talvez tenha sido porque logo senti uma vergonha grande por estar alí, bêbada no meio daquela bagunça toda, como uma adolescente inconseqüente. E senti uma vontade grande de fugir ou me encolher. Alías, fugir de você foi a arte em que me especializei nos últimos anos. Quantos mesmo? Uns dois ou três? Tento tanto não pensar nisso, mas não consigo esquecer a maior parte, embora nunca tenha sido boa com datas. Mais alguns segundos se passaram e minha vergonha virou curiosidade com sua inércia. Porque não ia embora? Porque ainda me olhava do outro lado da rua, encostado no carro, enquanto eu parecia tudo, menos a pessoa com quem um dia você fez planos? Rapidamente milhões de cenas povoaram minha mente e eu me vi envolta em lembranças e sentimentos que nunca mudaram aqui dentro. Senti uma vontade louca sair correndo e me jogar nos seus braços, sentir suas mãos me apertarem pela cintura contra seu corpo enquanto um beijo longo me faria enfim encontrar o caminho novamente. E então não havia mais barulho, mais pessoas, mais bagunça, mas qualquer coisa ou sentido ao nosso redor. Éramos novamente você e eu. Como foi um dia, como talvez nunca tenha deixado de ser, como talvez um dia ainda possa voltar... Foi ai que eu senti uma dor profunda apertar minhas costelas e peito e uma vontade enorme de chorar. Há, se você pudesse ver o que faz acontecer dentro de mim... foi então que eu senti medo. Medo de piscar novamente e não estar mais lá quando eu abrisse os olhos. Medo maior ainda de ficar por mais um segundo que fosse com os olhos presos aos seus e perder a noção do certo e errado, se é que ainda existia, e me deixar levar pelo momento. E lembrei do seu cheiro, do som do seu riso, do calor do seu abraço, da força e delicadeza das suas mãos, e desejei profundamente tudo aquilo novamente, como uma criança encantada pela espera do Natal. Eu não sei por quanto tempo ficamos nos olhando profundamente, calados e sem ação, como que perdidos, sem saber o que fazer. Poderia ter sido um único minuto ou uma semana, o fato é que jamais poderei responder isso. Mas então você se mexeu e veio em minha direção, enquanto eu sentia o chão sair debaixo dos meus pés, minhas mãos suarem e minhas pernas tremerem. Então você sorriu e eu vi que minhas lembranças não te faziam justiça... e menos ainda à paixão dos seus beijos.

domingo, 3 de outubro de 2010

Amigos de verdade nunca morrem


A três anos minha melhor amiga morreu vítma do câncer. Eu tentei fazer um post falando de como ela era e o que ela era na minha vida, mas não consigo parar de chorar quando pesso nisso. Ainda sonho com ela com frequência e sinto saudade, pois posso estar cercada de pessoas mas ninguem é como ela era. Amigos de verdade são pra sempre e acho que é por isso que ela sempre esta feliz e linda nos meus sonhos, vindo me visitar.


Sinto sua falta amiga...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ainda...


Hoje uma pessoa me disse que eu ainda gosto de você. Eu pensei um pouco e respondi com toda a sinceridade de que sou capaz que é verdade. E que ainda me doi muito isso. Me doi ainda gostar de você. Me doi gostar de uma pessoa com quem eu não tenho nada em comum, cuja relação me deixava mais angustiada que feliz, cujo fim me feriu como jamais alguem havia me ferido na vida e que as lembranças ainda me perseguem. Doi ainda gostar de você. Mas eu não consigo evitar. Embora eu tenha distanciado nossos mundos mais do que já eram distantes, embora eu tenha conhecido e saído com sei lá quantos caras depois de você, embora eu tenha tomado muitos porres e feito muita coisa sem sentido e outras com algum sentido, embora eu tenha vivido meus dias como se você nunca tivesse existido, tenho que confessar que ainda é seus braços que eu procuro quando vou dormir. É seu jeito de tocar meu rosto de que eu sinto falta. É você que não está mais lá, mesmo que na maior parte do tempo eu sentisse que já não estava mesmo. Mas eu também menti hoje. Menti quando disse que não me importava se fosse feliz ou não. Foi uma mentira absurda essa. É claro que eu me importo. Quero que seja feliz sim... mesmo não sendo aqui, mesmo não sendo ao meu lado, mesmo fora do meu mundo. Dizem que gostar de verdade é isso, desejar a felicidade da outra pessoa mesmo longe de você. Eu não sei se isso é verdade mas se for, então é verdade que eu ainda gosto de você. E ainda doi.

domingo, 22 de agosto de 2010

As palavras possuem vida própria


Na semana em que meu time de amigas solteiras tornou-se menor eu fui tomada por uma onda de sentimentos contraditórios. Logo eu, que sempre falei compulsivamente, tenho estado introspectiva, ocupada em tentar entender a confusão que se instalou em mim nos útimos tempos. Logo eu , sempre tão segura e prática, tenho estado sem saber exatamente qual curva tomar na próxima esquina. Nunca valorizei tanto minhas horas de sono como agora, embora sinta a mesma falta de sempre das companhias desejadas. Tenho me cobrado decisões, tempo perdido, resoluções de ano novo atrasadas... embora tenha pensado também que o mundo não vai acabar amanhã e que não é inteligente deixar-se tomar pela ansiedade. Tenho visto, escutado, percebido e sentido acontecimentos que me conduzem a um sentimento de urgência quase angustiante, ao mesmo tempo que me acalmo e penso que as horas são dádivas aos que não se limitam ao barulho dos ponteiros prisioneiros da vida e da alma... confusão! É por isso, por essa avalanche de coisas para serem ditas, que eu me calo. Me calo mesmo querendo falar, porque as palavras são mágicas e só dizem o que querem e não o que desejamos. Sentimentos não se traduzem em palavras pois estas possuem vida própria e só dizem o que querem dizer, não importa se é isso que você gostaria de falar, ou mesmo de ouvir. As palavras não são minhas nem de ninguém, elas não possuem dono. As palavras são livres e, por isso mesmo não tem estado por aqui.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Não será para sempre


Uma das coisas certas nessa vida é a consequência das escolhas. Para cada ação existe uma reação, certo? Se é assim, então é certo que nossas escolhas, conscientes ou não, tem consequências. Quando se brinca com fogo, existe o risco de se queimar, ainda que pensemos ter muito controle sobre tal combustão, existe o risco de queimadura. Sempre. Tocar em cacos de vidro podem gerar cortes. Ainda que sejamos cuidadosos com os movimentos e os gestos, existe o risco de sangramentos. Sempre. A questão é que escolhemos ignorar as consequências e mergulhamos de cabeça em busca do perigo, o doce prazer do desconhecido e incontrolável. Doce sabor... com final desconhecido e muitas vezes ignorado. Gostamos de achar que no final, sempre sairemos ilesos, apesar dos riscos. Doce engano. Amargos resultados. Por maior que seja a satisfação proporcionada pela tragetória perigosa, uma hora, o fim da linha chega. E o resultado com ela. Sempre. Muitas dores poderiam ser evitadas, é verdade. Mas não seria vida se não houvesse risco, não é? Como seria viver sem nunca brincar com o fogo ou tocar em cacos de vidro? Como seria viver sem o prazer do perigo? Como seria encarar todos os dias o conforto da segurança de nunca ariscar? Eu prefiro olhar para as cicatrizes e ao invéz pensar no quanto doeu, lembrar sempre de como a história até ela me fez maior, melhor, mais forte e talvez, até mais feliz. Nada é pra sempre, inclusive a dor. Ela também passa...

domingo, 2 de maio de 2010

Confissão


Hoje eu escutei, por acidente, uma música de que gosto muito e sempre evito escutar. Daquele tipo de música com a qual eu sempre me identifico, que me faz voltar ao tempo e pensar no presente com muito medo do futuro. Então eu percebo que para algumas coisas, nao importa o quanto o tempo passe, elas sempre estarão lá. Então eu estrago tudo. Estrago os bons momentos de lembranças boas com pensamentos rancorosos de situações mal resolvidas e logo me irrito comigo mesma, e para fugir das reflexições inevitáveis, eu mudo a música e de assunto. Procuro algo pra me ocupar e disfaçar mais uma vez, continuar fingindo pra mim que está tudo bem e se não estiver, que eu nem me importo o bastante para utilizar tempo pensando no assunto. E nessas horas eu percebo que sou mesmo uma fralde. Uma fralde como todas as outras pessoas, vivendo num mundo real e fazendo de conta que a historinha ainda não chegou ao fim e que uma tal de fada madrinha vai aparecer qualquer hora dessas, para então o conto de fadas acontecer. Eu sempre estrago tudo por não conseguir fazer com que o que é tão bem resolvido no mundo das idéias, venha fazer sentido no coração tambem. E eu sempre estrago tudo por não ser prática o suficiente e por ainda ter esse tal de coração.E sigo estragando tudo, com uma taça de vinho e a voz da Paula Toler ao fundo.

domingo, 18 de abril de 2010

Parabéns para mim


"Faço meus planos e cultivo menos recordações. Não guardo muitos papeis e não adianto muito serviço. Movimento-me num espaço cujo tamanho me serve, alcanço meus limites com as mãos e é nele que me instalo e vivo com a integridade possível. Canso menos, me divirto mais e não perco a fé por constatar o óbvio: tudo é provisório, inclusive nós."
Martha Medeiros

Essa semana eu fiz aniversário. Não me sinto mais experiente, realmente me sinto mais velha. Essa é uma constatação ruim para uma mulher. Muito ruim. Ainda bem que aniversários são visitantes de um único e fatídico dia do ano. Ainda bem.

domingo, 4 de abril de 2010

Eu gosto de chuva

Eu gosto de chuva. Gosto dos casacos de frio e botas que a acompanham. Gosto de ser pêga de supresa, voltando pra casa. Gosto de ver a água lavar as ruas. Gosto do barulho no telhado quando vou dormir. Gosto de ver tudo mais verde depois da temporada de chuvas... definitivamente, eu gosto da chuva.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Paraíso


Somos todos iguais, sempre querendo um pedaço daquilo de que é feito o paraíso, seja ele qual for. Meu paraíso tem sabor de pudim de leite da minha mãe. O som das risadas das minhas amigas. A inquietação das indagações constantes dos meus velhos amigos da faculdade. O cheiro da chuva em que eu andava de bicicleta na infância. O prazer da leitura de um Gabriel Garcia Márquez. A satisfação do elogio de um trabalho bem feito. O orgulho da celebração da s minhas pequenas conquistas cotidianas. A paz de ouvir o barulho da chuva sentada na poltrona Pink do meu quarto. A graça de escutar Los Hermanos e me reconhecer em todas as letras. A ansiedade que me acompanha cada vez que faço as malas para visitar um lugar novo. O meu paraíso tem tantas cores, sons, tons, sabores e sentimentos distintos e ao mesmo tempo tão iguais que eu penso ser no fundo, uma coisa só. Não é quando acontece tudo que eu queria mas quando acontece exatamente o que eu não esperava e torna tudo melhor.

Hoje eu to pensando no paraíso.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Sobre amadurecer...

Eu nunca pensei que crescer fosse fácil. Pelo menos esse erro eu não cometi. Todo dia uma nova crise, um novo dilema, um novo desafio. Alguns mais fáceis, outros mais parecidos com a impossibilidade. Cada dia, um dia. Com certeza eu não me considero adulta, madura, crescida ou seja lá como for que as pessoas prefiram chamar. Ainda não cheguei lá e me sinto bem longe, embora levante cedo todo dia pra trabalhar, pague sozinha minhas contas, lide com minhas fases por conta própria e não tenha mais vergonha de chorar de vez em quando. Mesmo quando o de vez em quando é quase de vez em sempre, afinal não há muito o que se fazer quando se é uma pessoa que ou explode ou chora. Nem sempre dá pra explodir e chorar é mais fácil de esconder.

Nessa de crescer agente tem que mudar algumas coisas em nós mesmos. Eu tenho aprendido a ser mais desprendida com sentimentos. Sempre dei muito valor às coisas, situações, lugares, pessoas. Nunca foi a objetos, dinheiro ou nada material. Para mim o material é besteira, que hoje ta lá e amanhã não ta. Quem liga pra isso não vive, não aproveita o momento. Nunca liguei pro material mas para o valor sentimental das coisas eu sempre dei valor até demais. Supervalorizei muitas vezes.

O mais difícil para mim sempre foi lidar com mudanças, pois o que já esta certinho, até com uma poerinha de rotina, traz um certo conforto de segurança. O novo é repleto de insegurança e isso me mata... Então, lidar com desapego e mudanças tem sido um desafio gigantesco para mim.

Deixar para trás as lembranças, permitir pessoas partirem, aceitar a insegurança do novo acreditando que tudo fica bem com o tempo. Tudo isso tem sido o verdadeiro "luto" do amadurecimento. Talvez eu ainda consiga. Talvez eu ainda cresça o suficiente pra ser adulta. Talvez algumas coisas deixem de ser motivo de angustia para se tornar motivo de risada com o tempo... talvez.

Como a letra de Poema, letra de Cazuza e Frejat, que meu querido amigo Alvaro me dedicou uma vez, como se pudesse ler minha alma. E sempre choro quando escuto...

"De repente, a gente vê que perdeu

Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás"

domingo, 13 de dezembro de 2009

Conselhos para mim...

Eu tenho mania de falar o tempo todo. É chato, eu sei, mas é verdade. Quando estou calada as pessoas já sabem que tem algo errado acontecendo. Uma vez me disseram que qualquer pessoa perto de mim fala pouco, e eu não posso nem me ofender. Fato. Eu acho que falo tanto porque eu penso demais. O tempo todo articulando algo, criando uma teoria para entender algo ou assimilar acontecimentos. A verdade é que sou uma pessoa que não consegue ficar calada, sem dar opinião, contar um caso ou dar conselhos. Essa é uma das minhas piores características: eu odeio receber conselhos mas, não consigo não dar conselhos. Horrível isso não é? Pensando (mais uma vez...) nisso, eu fiz uma lista dos conselhos que ninguém me dá, mas que todo mundo precisa ouvir, pois são de utilidade universal. Aproveitando o período de passagem de ano, vou me focar em 2010 para fazer a lista dos conselhos que podem ajudar a melhorar minha vida, mesmo que a principio não pareça algo tão importante. Eu entendo os motivos para cada um, então já é um bom começo...

1- Pegue uma sacola bem grande e abra o guarda roupa. Comesse juntando todas as roupas, sapatos e bolsas que não usa a mais de um ano e coloque nessa sacola, ou nessas, depende da quantidade de coisas. Se não usa algo a um ano, não voltará a usar. Acredite. Entregue a ou as sacolas para um fim generoso, alguém ou algum lugar que poderá repassar tudo para aquecer ou alegrar alguém. Nada traz mais energia positiva do que fazer o bem para o próximo.

2- Com água, sabão, flanela e seja lá o que mais for necessário, limpe todo o espaço que ficou desocupado, organizando novamente suas coisas, quarto ou casa. Faça o mesmo com seu carro ou mesa do trabalho, bolsa ou necesserie. Uma verdade é que as coisas ao nosso redor refletem o nosso estado de espírito. Uma vida desorganizada mostra uma pessoa com sentimentos confusos e em conflitos.

3- Continuando a faxina externa, passe para o passo mais importante, a faxina interna. É hora de reavaliar as relações, projetos e caminhos percorridos até aqui. É necessária muita sinceridade e coragem neste ponto. O desapego é uma tarefa difícil, mas é extremamente necessário para deixarmos para trás tudo que não nos prende e impede nosso progresso, sucesso e felicidade. Perdoar, esquecer, deixar ir ou mesmo, tomar a iniciativa de partir pode acarretar uma dor imediata, mas todas as dores passam um dia e a porta para a felicidade depende da chave da nossa determinação em busca da paz e do equilíbrio.

4- Busque contato com o que te faz feliz. A correria do cotidiano muitas vezes nos afasta do que nos completa de verdade e ficamos nos iludindo com pequenas mentiras, que servem muitas vezes de medidas paliativas para nossas dores. Se organize para a família, os amigos, o livro predileto, o lugar que te acalma, o reencontro com a fé. O importante manter contato com o que te mantém inteiro, quando tudo parece desmoronar.

5- Respire, conte até vinte quando dez não parecer suficiente. Meça as palavras, prefira calar ( meu maior dilema...) a dizer bobagens e correr o risco de magoar alguém, chore quando julgar necessário mas nunca por mais de um dia. A vida se renova a cada manhã e nossa fé, disposição e coragem, devem seguir o mesmo ritmo.

Se eu conseguir lembrar de tudo isso durante o ano de 2010, já será um grande passo. Mas eu sei que posso ser uma pessoa melhor, só preciso ser mais sincera com os meus motivos para deixar de ser tão fraca. Mas a fraqueza nos faz melhores e isso também vale pra nos fazer mais felizes. Nada é pior do que pintar a vida de cor de rosa e viver de mentiras.

Feliz Ano Novo para mim... lembre-se sempre disso Fernanda... rs.